Quem somos nós?

Não somos críticos de cinema, muito menos jornalistas. Somos apenas pessoas que apreciam passar o tempo assistindo um bom filme sempre que possível, esteja ele na sessão da tarde, no cinema ou na locadora mais próxima.
Pessoas que decidiram expor opiniões a respeito dos filmes vistos, dar dicas, como pessoas normais e não como profissão ou formação. Admiramos a sétima arte como qualquer um que gosta e tem como hobbie ir ao cinema ou, simplesmente fica em casa, comer pipoca e guaraná assistindo filme.
Esperamos que vocês gostem do nosso blog e de nossas opiniões. Comentem e dê-nos dicas!

terça-feira, 10 de junho de 2008

"O Navio dos sonhos..."

Bem esse foi o filme que marcou a minha vida e a de muita gente da minha geração e de todas as idades. A minha em especial foi marcada por vários postêres de uma determinada cena, tudo tinha a música tema desse filme (inclusive meu casamento irá ter com certeza) e mais, as pessoas da minha geração - e do sexo feminino, como eu - foram marcadas por um fenômeno chamado Léomania... já matou a charada de qual filme estamos falando, né?! Isso mesmo! Nada mais e nada menos do que Titanic do diretor James Cameron.



Foi uma comoção nunca antes vista na história do cinema... filas e filas pra se entrar na sala... Mas ao entrar você não se decepcionava. Pelo contrário, geralmente, você saía chorando e congelado do cinema (esse último mero detalhe...).
Mas vamos lá! O filme conta a história do naufrágio mais conhecido da história e de toda a polêmica que ronda a mesma história - "Nem Deus poderá afundar esse navio!" - mas não é meramente a história do navio. É a história de amor entre a aristocrática Rose de Witt Bukater e do jovem Jack Dawson. Ela, uma jovem triste e presa nas tradições da classe, está noiva de Calledon Hockley (importante magnata) num casamento arranjado a fim de manter o nome e a riqueza da família e, embarca no Titanic como se fosse uma "ovelha indo para o matadouro". Jack Dawson, é um rapaz pobre, de origem humilde, que ganha as passagens pra terceira classe num jogo de pôquer 5 minutos antes do navio zarpar. Ele e seu amigo Fabrízio mostram um lado de que apesar da fome e da falta de dinheiro são muito mais felizes do que o lado rico que vemos entrando no navio. Como ele mesmo se denomina ele é "O Rei do Mundo".
Esses dois estratos sociais diferentes e opostos se encontram num momento conturbado... Rose tenta se matar e aquele jovem a "salva". Se tornam amigos e ela começa a conhecer um mundo em que poderia se sentir livre. O amor é construído e ele começa a fazê-la se sentir feliz com coisas simples. Toda a história desses dois estão entrelaçadas com a história do navio em si. O que traz toda a sorte de emoções.
Tudo se inicia com uma expedição a procura do "Coração do Oceano" um diamante em formato de coração valiosíssimo num cordão, e ao invés de encontrarem a jóia encontram um desenho do dia do acidente de uma Rose nua e utilizando o dito cordão. Daí vemos uma senhora simpática que se diz ser a tal Rose dona do cordão e a história do filme é narrada por essa senhora de modo emocionado e realista.
O filme é longo demais e tem muita coisa que simplesmente não dá pra narrar aqui nesta única resenha. Mas uma coisa que intrigou a mim e a minha avó (Ela era a minha maior escudeira no ato de assistir filmes): Por que raios a Rose se atira da única chance de salvação em prol de ficar com o Jack até o fim? Que burrice, não?! Ela sabia que o navio ia afundar... e não faz isso uma vez só... FAZ DUAS!!!!! Uma ela sai dá uma bela cuspida na cara do noivo irritante dela a fim de libertar Jack, a outra o noivo fala que ambos iriam se salvar, se ela entrasse no bote primeiro... E ela pula do bote! e volta pra ficar com o personagem de DiCaprio. Que amor é esse que leva a essas loucuras? Eu entendi recentemente (pois é...) numa das minhas assistidas (deve estar na casa dos 1000 vzs.).
A máxima da música tema é verdadeira. Eles se amavam sim! Mas mais do que tudo, eles ainda estavam na primeira fase de um amor arrebatador... Eles se conheceram e viveram tudo de maneira muito intensa em muito pouco tempo! Viram as cadeias de classe serem rompidas. Ela se viu pela primeira vez livre e feliz como nunca antes. Se entedermos o conflito que essa moça estava passando e que a levaria ao suicídio se não fosse o jovem em questão, nunca entenderíamos a força que ela ganha a partir desse encontro fortuito para o fim do filme.
O filme é focado nesses dois personagens, mas não se resume a isso. Vemos cenas marcantes na parte do naufrágio, cenas que fizeram muitos saírem com os olhos vermelhos de dentro do cinema. E pior, cenas que realmente devem ter sido reais... Se virmos o enfoque histórico da trama, estamos na primeira metade do século XX, onde a diferença social é predominante. No filme, isso fica o tempo todo claro, mais ainda quando acontece o naufrágio e enquanto os ricos estão tomando os botes a massa de segunda e terceira classe não tinham nem chances de se salvar, pois haviam sido trancafiados a fim de não levar o pânico as classes superiores. Cenas chocantes desse impasse: Uma mãe colocando os filhos pra dormirem para não se verem morrendo; Um casal de velhinhos que vêem a água entrar pelo seu quarto e, como não tem chances de sobrevivência, se abraçam em prol de morrerem juntos, a orquestra que tocou até o fim (isso foi verídico!) como um ótimo pano de fundo ao sofrimento daquelas pessoas, o fato de que somente 1 bote voltou para resgate dos que haviam caído na água, de 15! Tudo mostra o quanto a nossa sociedade era e continua sendo fria com relação aos problemas dos outros e não conseguem enxergar além do próprio umbigo.
A história de Rose e Jack é fictícia, porém todo o resto é muito real. O pano de fundo é real. 1500 pessoas morreram enquanto somente 700 sobreviveram, muito menos da capacidade dos 15 botes. A história é contada de maneira brilhante, onde você chora, ri, se emociona e se apaixona o tempo todo do filme. Recomendadíssimo a todos os que ainda não tiveram o prazer de ver (e rever... rsrs) esse clássico do cinema contemporâneo que recebeu 14 indicações e 11 oscars, incluindo melhor filme e melhor trilha!


Páragrafo a parte: O que é a trilha desse filme?! "My heart will go on" cantado por Celine Dion é somente a ponta do iceberg de 14 músicas que te emocionam até o último fio de cabelo. Se você nunca ouviu as músicas do cd de trilha sonora vale muito a pena!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Breve uma resenha desse super lançamento! Enquanto isso... veja o trailler que relembra os outros três filmes do arqueólogo mais famoso e amado do mundo!

P.S.: Eu te amo


Pode falar o que quiser... esse filme deve ser mais um água com açúcar que só mulher gosta, etc... mas eu tenho que dizer que, mesmo sendo mulher e portanto suspeita, esse filme é lindo demais!!!!!! Quando eles colocaram na capa a frase: "Você vai se apaixonar!" EU juro que não acreditei de primeira, mas agora eu posso dizer eu me apaixonei por esse filme. Pra começar, temos no elenco pessoas de peso: Hillary Swank ("Garota de Ouro" e "Meninos não choram"), Gerard Butler (O Leônidas de "300") e Kathy Bates (que dispensa apresentações, mas eu coloco mesmo assim... "Tomates verdes fritos" e "Titanic", além de outros vários e bons!), que mais uma vez dão um show em um filme muito inteligente e leve.
Bem, o estilo do filme é comum até um ponto principal. O filme começa mesmo com o funeral de Gerry - personagem de Butler - e este é o primeiro choque do filme. Meu namorado e minha mãe quando começamos a ver foram os primeiros a perguntar: "Ué, o filme começa com o cara morto??", pois é... a partir do aniversário de 30 anos da viúva - Holy, que viu seu mundo desabar com a perca de seu único e verdadeiro amor por conta de um tumor cerebral, ela começa a receber cartas do seu marido que, antes de morrer, preparou inúmeras coisas e cartas para ela fazer a fim de que ela conseguisse "seguir em frente". Ahhh o detalhe é que em todas as cartas, ele terminava com um "P.S.: Eu te amo!"
Eu não conseguia entender como eles conseguiriam fazer um roteiro disso. Mas o impressionante é que eles conseguiram! O roteiro é inteligentíssimo, com diálogos
dinâmicos e atuações seguras. Eu me encantei com os personagens! Gerry era um irlandês simpático, louco e apaixonado. Butler se tornou um dos meus atores preferidos por ele... a animação e simpatia que ele passa através de seu personagem - seja nas aparições, seja apenas na sua voz - é contagiante! Holly era uma mulher mais racional, quieta, e igualmente apaixonada por Gerry! A partir das cartas e suas ordens a gente vai vendo Holly seguir em frente, aprender e conhecer o mundo, além de nos fazer conhecer as lembranças mais lindas do seu romance com Gerry.
Um outro detalhe é a fotografia do filme... o pano de fundo é simplesmente a Irlanda! Com seu verde e colorido natural, seus pubs e suas casas tradicionais... tudo perfeitamente equilibrado.
Uma cena que eu tenho que falar é a primeiríssima do filme. É perfeita!!! Mostra o que é um casal! A briga é engraçada o show de striptease do Gerry é melhor ainda... tudo é perfeitamente agradável de se ver e natural!
Vale ressaltar que o filme é um roteiro adaptado do livro de Cecilia Aherne! (Eu já digo que vou ler esse livro durante as minhas férias e passo aki pra dizer... rs)

Indicadíssimo!! E repito o que li na capa do DVD: "VOCê REALMENTE VAI SE APAIXONAR!"

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Doom - A porta do inferno


Quando um grupo especial de soldados é chamado para resolver um problema numa estação em Marte, referente ao desaparecimento de alguns cientistas, eles descobrem que há muito mais por trás deste sumiço.
Com a besta-fera T-Rock como líder dos soldados, temos este filme, que dou um 7,5 de nota. Terror até legal, com bons sustos e com uma história deveras interessante. Tem a ver com genética e cromossomos humanos :) .
O filme é uma adaptação do jogo(ou não) de mesmo nome, este bem conhecido no mundo dos jogos. Mas como pouco joguei o tal, não posso comparar e dizer se a adaptação(se foi uma) ficou boa ou ruim. Falo isto pois recentemente Resident Evil foi levado aos cinemas, este sim uma adaptação do jogo de vídeo-game, quando foi elogiado e criticado. Adaptações são grandes problemas de se resolver!!!

Perfume de mulher

Simplesmente fascinante. Não há quem não se arrepie com aquele Tango famosíssímo, tocado num restaurante e dançado por Al Pacino e uma moça muito bonita. Com belas atuações deste Al Pacino( quando ele atuou mal???) e Chris O´Donell, este drama fica melhor a cada minuto. De longa duração, no entanto, não é daqueles que se torce para acabar logo. Pacino é Slade(Frank), Tenente-Coronel reformado, cego e sem prespectivas futuras ou presentes na vida. O´Donell é um bolsista de um tradicional colégio estadunidense. O rapaz é pago para cuidar do Tenente por alguns dias, pois sua família está de viagem e ele não quis ir. O início é bem conflituoso, como aquele jeitão de militar assustando o jovem estudante. Só que depois o entrosamento entre eles é quase perfeito. Há cenas engraçadas, como a da Ferrari( que não vou contar, óbvio), como as dramáticas, como quando da visita a casa do irmão de Frank, Willie Slade. Enfim, uma obra-prima que demorei para ver, mas adorei. Dramas normalmente são muito bons. Com este filme, Al Pacino levou a estatueta de Melhor Ator, na premiação do Oscar. A lição de que a vida só tem ponto final se NÓS quisermos é de utilidade suprema para todos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

V de Vingança



Este filme é o melhor que já vi! O que mais mexeu com meus princípios. O que mais me identifiquei. E direi por que.
O filme é recheado de idéias. Ainda que haja ação, este não é o foco. Mesmo assim, sendo um filme ideológico, ainda teve grande bilheteria pelo mundo.
Numa Inglaterra de um futuro próximo, um Governo autoritário e que diz o que o povo quer pensar, agora tem uma pessoa que se opõe, não só por palavras, que nunca mudam nada, mas com atitudes. Ele é o V. Ele eleva o momento do 5 de novembro, dia em que Guy Fawkes tentou explodir o Parlamento inglês, para tentar derrubar o Governo déspota da época, no século XVII.
O V é um personagem em quadrinhos da DC Comics. Ele não tem rosto. Sua existência está relacionada ao Governo que pretende deter.Não que tenha ajudado a este, mas seu passado problemático se deve ao próprio Governo.
Ele é um cara sensacional. Cita Macbeth, usa uma sinfonia de Tchaikowsky, além de várias frases, como por exemplo, quando leva vários tiros e resiste: "As idéias são à prova de balas."
Sua relação com a personagem de Natalie Portman, Evey Hammond, é de causar inveja a qualquer obra literária, onde haja um casal na história. V a compreende, lhe fazendo abrir os olhos e ver quem realmente é. O cara é sincero, ao ponto de dizer que matou certa pessoa quando Evey lhe pergunta.
Ela, começa não com muito conteúdo, depois se mostrando ser muito parecida com aquele mascarado, o V. Sua família teve um passado, assim como o V, relacionada com o Governo, o qual ao passar das duas horas e pouco do filme se descobre cada vez mais atitudes devastadoras. Estas muitas vezes nos remetem ao mundo atual(é só ver nas entrelinhas).
A trilha sonora é muito boa, apesar de não lembrar de exemplos enquanto escrevo, mas lembro sim que ao final vi que durante o filme tocou Corcovado e Garota de Ipanema. No entanto nem percebi. :)
Um filme de forte conteúdo e, que nos mostra que sermos passivos com a realidade compromete a nossa própria existência. Nota mil e um.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Eu vi Speed Racer!


Essa foi a frase que eu mais falei desde que saí da sala do cinema. Mas se a sua pergunta é por quê isso?! A minha resposta é: sinceramente... não sei! Só sei que AMEI esse filme!!!!! rs
Basicamente o filme conta história de Speed Racer, um jovem piloto de corridas de carros - que mais se parecem "vale-tudo automobilístico" - marcado pela tragédia da morte do seu irmão mais velho Rex Racer num acidente em uma corrida e que após uma corrida espetacular recebe propostas de patrocínio de super empresas. Ao recusar uma grande proposta, acaba entrando numa luta contra os cartéis de corridas carros (que definem os resultados, e transformam tudo em lucro para si). E para tal, ele vai contar da ajuda do investigador e, de ninguém mais ninguém menos que o Corredor X.
O Corredor X merece um parágrafo a parte. Não só porque ele sempre foi o meu personagem favorito, nem por causa de seu intérprete ( Matthew Fox - "Jack" Lost e "Charlie" Party of Five), mas porque quando aparece rouba a cena completamente. Com sua personalidade misteriosa, o "Arauto das Batidas" como é apelidado, quando entra numa corrida, entra para ser percebido. Descobrimos que ele trabalha com a CIB - órgão investigativo do filme/desenho - a fim de desmantelar os cartéis. Além de pilotar carros de maneira fantástica e lutar com ninjas, ele mostra ser o personagem mais humano e com grandes conflitos relacionados ao seu passado por dentro da máscara e do jeitão durão e sarcastico.
A família Racer é algo digno de um comentário. Com suas brigas e seu modo de viver, o elemento caracterizador é o Amor. Entre pais e filhos, entre irmãos, entre a família no todo. Dentro desse item ainda, não podíamos deixar de falar de dois outros personagens que roubam a cena mesmo proporcionando altas gargalhadas que são O Gorducho e o Zequinha. A Trixie apesar de pouco explorada, traz momentos hilários como ao protagonizar uma DR com Speed no meio de uma corrida.
Meu lado historiadoranão poderia ficar de fora. Mesmo com tantas luzes ,efeitos visuais excelentes, uma sessão nostalgia ao lembra do desenho, e admiração feminina pelo Racer X (não pude evitar) meu lado CDF acadêmico conseguiu se manifestar e perceber detalhes que nem eu sabia que poderia notar (Estou evoluindo!!! kkkk)
Bem... comecemos com a análise básica de que é um filme dos irmãos Wachowsky e que eles sempre incutem algo de filosófico e político em todos os seus filmes. Nesse não podia ser diferente. Basicamente como falei antes o filme trata da luta de Speed Racer com os cartéis. Cartéis nada são do que uma imagem perfeita do capitalismo. Empresas que controlam e detém verdadeiros monopólios a fim de gerar cada vez mais lucros, criam pseudo concorrentes somente para gerar lucros para si e mais transformam tudo, seja o prazer de se fazer algo ou os anseios de vencer numa corrida, num sinonimo de lucro, dinheiro e poder... para si. O filme traça desde o seu início uma crítica ferrenha ao sistema capitalista que é o mesmo que negocia, gere e manipula (com meios altamente desonestos) os sistemas de corridas do filme. Speed Racer e o Corredor X encarnam as figuras da resistência. Pessoas que amam o que fazem e se vêem obrigados a arriscar suas vidas em prol de destruir essas empresas que simplesmente os obrigam a se vender para sobreviver. Apesar de objetivos comuns os dois fornecem a visão dos dois tipos de resistentes. Speed que luta na cara e coragem, com a ajuda de sua família e consegue outros aliados de peso durante o filme e vence.. mostrando haver uma esperança contra o sistema imperante; e o Corredor X que se vê obrigado a tomar decisões duras que mudam a sua vida para sempre, para lutar e proteger a pessoa que realmente importa... Speed Racer. Para quem já via o desenho entende a decisão, para quem não via e não sabe... assistam o filme... é extremamente emocionante a história de vida desse personagem.
Concluindo. O filme é sim um filme pipoca, divertido demais, eletrizante (literalmente), nostálgico, consegue ser em vários momentos melhor que o desenho. Além de fazer você rir, chorar, se apaixonar e ( se você for igual mim) pensar: Existe meios de se fazer o que você realmente ama sem morrer de fome, ou sem ter que passar por cima de seus valores? Speed acha que sim. Racer X também. Engrosso o coro dizendo que devemos ter esperança.
Termino cantando a música clássica do desenho que foi remixada para o filme: GO SPEED RACER!!!!